O Natal que não se mede pelo calendário, mas pela imaginação. Um Natal que chega em forma de carta, desenho e pequenas histórias sussurradas. Foi esse Natal que J. R. R. Tolkien cultivou ao escrever para seus filhos, ano após ano, como se o Polo Norte fosse um lugar real e habitado, não por grandiosidade, mas por afeto.
Para Tolkien, imaginar nunca foi fugir do mundo, mas aprofundá-lo. O Natal, assim, torna-se um território onde a fantasia serve ao cuidado, onde o extraordinário se manifesta nos gestos simples e onde a esperança encontra morada mesmo em tempos difíceis. Não há pressa nessas histórias.
Ao revisitarmos o Natal sob essa perspectiva, somos convidados a desacelerar e a recuperar algo que o cotidiano insiste em nos roubar, a capacidade de acreditar. Talvez seja esse o maior presente que Tolkien nos deixa, a lembrança de que a imaginação não é coisa de infância, mas um exercício essencial para continuar humano.
Que este Natal encontre você atento aos pequenos milagres, aqueles que só aparecem para quem ainda acredita na magia.
“O mundo estava cego e os galhos se curvavam.
Não havia confiança em caminho algum.
Então, quando o véu e as nuvens se abriram,
por aqui nasceu uma criança.”

‘Letter From Father Christmas
Fonte: Google imagens

Dica de leitura:
Cartas do Papai Noel - J. R. R. Tolkien
Link: https://www.amazon.com.br/Cartas-Papai-Noel-J-R-R-Tolkien/dp/8595085676









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